Não
confundir com ITU - International Telecommunication Union = União
Internacional de Telecomunicações. É oportuno esclarecermos quem
são e o que fazem estas Entidades, e o que temos a ver com elas.
Discussões à parte sobre quem inventou o rádio, a História registra
que, desde 1860, fala-se em ondas de rádio, ondas hertzianas, coesor
- que mais tarde permitiu a telegrafia sem fio.
Em 1895 surge
a antena e são efetuadas transmissões a pequenas distâncias. Nesta
época, consegue-se a façanha de uma comunicação a 250 km de distância.
Em 1900 aparelhos radiotelegráficos vão para bordo de navios.
Em 1915 surgem
as broadcasting, as emissoras comerciais. Quase chegando aos anos
20 nova descoberta vem ampliar a radiodifusão e as comunicações
a grande distância: as ondas curtas. Estamos lendo a Enciclopédia
Mirador Internacional, verbete "radiodifusão",
item 3.12: Quem as
descobriu não foram cientistas ou empresas comerciais, mas, a nova
categoria dos radioamadores; curiosos, que manipulavam aparelhos
emissores de rádio para seu próprio prazer, sem fins lucrativos,
movidos pelo simples intuito de entrar em contato com outras pessoas
à distância.
Em pouco tempo
começam a surgir os primeiros conflitos no uso do espectro de radiofreqüência.
Embora pequena, a quantidade de radioemissoras, as interferências
entre estações de diferentes serviços começam a prejudicar as comunicações.
Impõe-se, portanto, uma regulamentação de caráter internacional.
Em 1925 surge a União Radiotelegráfica Internacional. Os governos
entendem-se sobre a necessidade de definir as freqüências e assegurar-lhes
o emprego mais eficaz possível. A primeira regulamentação entra
em vigor em novembro de 1926.
Em 1932 é criada
a ITU, União Internacional de Telecomunicações. É uma agência especializada
intergovernamental, com sede em Genebra, destinada a promover a
cooperação internacional no campo das telecomunicações. Em 1947
passa a integrar a Organização das Nações Unidas.
Dentre outras
finalidades, está a distribuição de freqüências em âmbito internacional,
para evitar interferências prejudiciais. O Brasil integra a ITU
e é signatário de suas Convenções. A cada 5 anos, quando se realiza
a Conferência Plenipotenciária, o governo brasileiro envia seus
representantes para participar dela. Também participam destas Conferências,
Entidades representativas de fabricantes de equipamentos de telecomunicação,
de operadoras de telecomunicações e de emissoras comerciais de rádio
e TV.
Estas Entidades
- todas com fins lucrativos - a cada conferência, tentam ampliar
suas vantagens quanto à concessão do espectro, cada vez mais exíguo.
São milhões de dólares que interferem em favor de seus interesses.
No meio deles, atrapalhando, estão os radioamadores. Usuários que
- por não visarem lucro - também não recolhem elevados tributos
aos governos, justamente os que dão as concessões. Bem aí entram
os radioamadores, que também tem sua Entidade Representativa, na
Conferência: a IARU.
Ninguém discute,
e muito menos duvida, da capacidade financeira e de articulação
dos governos ou das Entidades representativas dos que exploram comercialmente
as telecomunicações, para enviar representantes às Conferências.
Mas... e os radioamadores? A IARU necessariamente deve ser mantida
por radioamadores. Não há subsídio governamental, de nenhum país,
para manutenção da IARU. Aí entra a participação de cada radioamador.
Participação pecuniária.x
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